quinta-feira, maio 26, 2005

Extraordinário

Recomendo vivamente a análise do 'refresh' elaborado no 'neuralconnection' acerca da desmaselada situação sócio-económica em que mergulhámos.
Um dos pontos mais interessantes em termos de análise de base ao problema de viciação da sucessão de rendimentos, é o imposto de 5% em matéria prima destinada à investigação científica. Pois bem, gasta-se muito euro a fazer investigação nos Laboratórios de Estado e nas Universidades que promovem a actividade científica. Mas, não será relevante a fatia resultante desta atitude perante os custos, se abordarmos o problema da cultura do conhecimento científico ao nível da investigação. Por outro lado, o ensino básico e a nível secundário como modo de preparação para o método científico, constítui um pilar importante para a formação daqueles que ainda não contribuem mas são de imediato afectados pela desmocratização da política governamental.

2 Comments:

Blogger NeuroGlider said...

Caro Xipsocial
Primeiro quero te felicitar pelo blog e por ver um meu conterrâneo (sim também sou de Alverca!) atento e activo na luta contra a ignorância e estupidificação deste pais.
Em relação á tua posta e em especial ao teu último paragrafo quero te dizer que aplicando o ponto 2) da minha ultima posta e depois implementado a medida 4) resolvias parte do problema. Aliás eu já tenho abordado várias vezes no neuralconnection o problema da avaliação das universidades, dos alunos e professores e devo dizer que estes últimos encontram-se (a maioria deles, mas não todos) totalmente á solta e que a maioria deles não faz nenhum! Para esses eram auditorias científicas de 2 em 2 anos em que eram obrigados a publicar pelo menos 4 papers em revistas internacionais com jurí em 2 anos. Quem não cumprisse era afastado imediatamente, não podendo concorrer ao novo concurso (já tinham mostrado que não são capazes para o lugar)! Em relação ao teu ponto do ensino básico eu não considero que o problema seja necessariamente o programa (eu já residi no reino unido e verifiquei que a escola básica e secundária deles é muito pobre em conteudos! Muitos dos britânicos meus amigos admirava-se que eu tenha aprendido filosofia ou história de outra civilizações e mesmo história da Europa no secundário!) mas sim a atitude de todos os agentes nas escolas. Não há motivação nos professores secundários (são a profissão mais importante da sociedade e a mais desprezada em Portugal!) e isso reflecte-se nos alunos. E pior é que ninguem na escola seja capaz de comunicar aos alunos o porquê de se aprender tudo aquilo. Ninguem lhes põem nada em prespectiva e assim acabam por perder o interesse!
Cumprimentos alverquenses!

5:40 da tarde  
Blogger xipsocial said...

Boa tarde NeuroGlider,continuo a achar que se se inspeccionar a qualidade das actividades ao nível superior, passaremos ciclicamente pelos mesmos problemas. Penso que pegando no problema pela raíz, em uma geração se poderíam observar alguns resultados. Estou convencido que a base dos problemas económmico-sociais reside no fraco nível cultural e consequentemente na educação. Aqui estamos de acordo, mas relativamente à resolução do problema pela raíz e não pelo topo temos uma discussão acesa...Não tanto a nível dos programas e conteúdos mas relativamente à actualização dos mesmos, tal como da objectividade da informação e sua importância aos vários níveis. São precisos bons professores no básico e no secundário, e estou a falar de todos, todos têm que ser bons, a educação tem que se tornar num campo competitivo tanto ou mais que a investigação científica, e só não o é porque os resultados de um bom trabalho na educação não são tão rápidamente visíveis como na investigação. Temos dois polos de igual importância, embora não se verifiquem estes estatutos relativamente aos dois campos culturais...mais uma vez o capital afoga os interesses sociais. Já trabalhei para uma empresa ligada à educação e deparei-me com a realidade miserável do nosso sistema de ensino e das fatias orçamentais com que a maior parte das escolas trabalha. E os professores, embora haja muitos que lutam, outros estão se burrifando para a situação desde que estejam colocados perto de casa e tenham o seu ao fim do mês. Actualmente, estou ligado à investigação na área de electrónica e os problemas que rodeiam a actividade não têm comparação possível com o holocausto educacional. É verdae que muitos Srs. no topo das suas secretárias comem da mão do contribuinte sem cumprirem o seu dever perante a ciência e a sociedade, e por isso não deixa de ser necessária a aplicação da medida que acompanha esses senhores durante a sua carreira de modo a evitar laxismo e retrocesso no processo evolutivo de que são parcialmente responsáveis.

6:08 da tarde  

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